19/02/2011
Para retomar a poesia.
02/11/2010
Como um dínamo... IV
XVI.
Contemplação.
XVII.
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Talvez eu busque sentidos justamente por meu habito definidor,
Vivo ordenando relações
Fazendo distinções entre seres e razões,
E isso para expressar o que sinto.
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XVIII.
É através da razão que determino os meios termos.
Há poética na filosofia?
E nas coisas das quais vale a pena falar mais?
Salta-me um nó na estética.
Falta leveza nas palavras.
Por certo que [não] há clareza,
Princípio de coerência.
Falta a musicalidade natural da realidade,
A marca do insatisfeito:
Viver a excelência do impossível.
XIX.
Então é isso: ser virtuoso, e, boa sorte
[pois, o sentido está na verdadeira felicidade]
A despeito disso por onde andaria a nossa liberdade?
Visto que convivemos com a realidade, e, que a verdade liberta.
Visto que o sol é meu doce amanhã, e, sempre existirão estrelas no céu.
Lanço-me para a vida como uma flecha, [Arrisco minha fortuna]
Fazendo a rota do meu próprio vento [pelos desejos excelentes]
Derramando o sangue do tempo [na excelência da deliberação]
donde me arco para a felicidade. [poemas, poetas, palavras]
Ampla e irrestrita, [metáfora,
Engrandeço a retórica no ato, [e, minha recomendação:
Faça do seu pensar ser um meio para poder ser quem pensar; sendo quem quiser ser; pensando como quiser pensar; na correta relação entre ambas.
Tudo é expressão]
E nunca esqueça:
Seja virtuoso, e, boa sorte.
25/10/2010
Como um dínamo... III
Segue o poema... tem varias coisas que estão bem toscas... mas deram tão errado que é mais fácil escrever de novo do que tentar arrumar. vai assim mesmo...
XI.
Uma vaca mugiu!uma estrela morreu enquanto o vento
que cantava uma melodia - calma e quase vulgar –
adormeceu;
Já eu, vou mendigando pelos descaminhos da vida;
a deriva em abstrações, (abstraindo as derivações)
Queimo a ilusão como combustível; (explodindo as limitações)
Tiro-lhe as juntas que sustentam e unem tal farsa idealista. (arriscando novas ordenações)
Queimo-a até as cinzas...
e num instante eternidade
Evidencio e contemplo a realidade;
desperto com sua beleza e
Ouço quando me diz:
- Agora! Acorda e corta a corda -,
Vem viver no canto inverso
de tal absurda realidade;
perca-se fora do tempo,
na esquina-encanto...
eternidade.
XII.
Deixo-me perder até voltar,
No que percebo: devo enfrentar meus medos, (para assim, domá-los neles mesmos).
[?](de forma absoluta),
desejo na medida, porém vivo no limite
Se alguém é o melhor que pode ser enquanto for, esse alguém escolhe o melhor nas contingências.[?] .
digo que devo fazer o melhor que posso de quem sou,
Assim, vivo para ser de mim o melhor que sou.
Meu intento não é apenas descobrir o limite das minhas potencialidades,
Mas mais... Viso escolher bem quem ser
na vastidão ilimitada das possibilidades.
Viver a excelência do meu ser
no ato de acontecer
XIII.
Alguém disse que quem se define se limita.
Nesses termos, defino-me na ilimitude,
Vivo para transcender o limite da abstração
na ilimitada vastidão do ser. Significo
e assim vou inteligindo minha definição.
Dou a mim o meu sentido,
sentindo a infinita ilimitação.
XIV.
Agora, a poesia é outra coisa,
desescreve os sentidos ordenadores,
desutiliza a linguagem racional.
Subverte a fala.
e sente o poder da palavra,
Sai da razão e vem na profundeza,
Ouve o som da realeza.
No canto desta realidade.
XV.
Mas nem por isso perco-me no trivial da generalidade,]
Aceito a limitação da distinção.
Mas que ela venha de minha deliberação,
Que eu escolha a melhor de minhas possibilidades.
Talvez nos limitemos pelo dever.
De não poder contrariar a distinção;
Não quero fazer de minha distinção um dever,
Mas em transcender o poder de minhas capacidades.
Quero ir além...
Mas não como algo a findar meu ser,
Quero me completar pelo processo.
Expressar meus desejos e ser completo.
Vasto meu ser,
Infinita ilimitação.
21/10/2010
Como um dínamo... II
Segue o poema... [esclarecimento: eu estava no auge da crise causada pela ética do tio Aris. o IV e o V tbm são desse mesmo dia; o VII é mais antigo;].. tem bastante coisa tosca que eu nunca me dei por satisfeito, mas faz parte.. hehehe
VI.
É quando exijo o máximo de minha disposição,
[Donde fibro meu caráter,
Desfaço-me do nó da ilusão.
Dando o máximo de minha disposição,]
Que me torno virtuoso em minha função.
Escrevo, escrevo, escrevo...
Mas como saber que estou fazendo o melhor que eu posso?
É comum sentir uma forte insegurança,
não raro, o medo toma conta por completo meu pensamento.
Fico preso ao nada em si
VII.
- Sou o reflexo do vazio, infinitizei-me na nulificação...
Destruí a singularidade pela generalização,
cancelei minha identidade, abri mão de qualquer traço de distinção,
perdi-me no vazio de minhas abstrações.
De lá não voltei...
Fui capturado pelo nada em “si mesmo”,
Que não me deixou deixar pegadas pelo espaço ou rastros pelo tempo;
VIII.
Tive em mim tudo para ser o melhor que pude,
Tanto não me fui que me deixei esquecer.
Perdi o melhor de mim, pois não aconteci de me ser.
Quis por muito acreditar que não fui porque não pude,
Hoje vejo que não pude ser porque não quis.
IX
.Caí no próprio conto, logrado,
Tão cedo me deixei derrotar pelo medo,
Fui engolido pelo não-ser, o vazio.
Neguei-me agindo na imperfeição
E de lá não voltei...
Preso a subjetividades falhas,
Que me fugiram do meu caráter,
Deixei de ser o melhor que pude,
Mas não só, fui além e tornei-me do que pude o pior ser,
Hoje vejo a imagem no espelho,
Mas não reconheço o reflexo que me aparece.
X.
Hesito como alguém que tem algo a falar,
mas não tem certeza de como se expressar.
